(Em) Serra de Maracaju, Sonhos Guaranis

Dissertação de Mestrado desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Letras, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, área de "Estudos Linguísticos", linha de pesquisa "Discurso, subjetividade e ensino de línguas", sob orientação da Profa. Dra. Claudete Cameschi de Souza e financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES. A pesquisa iniciou em março de 2018 e foi defendida em 28 de fevereiro de 2020. 

Resumo: Com o objetivo geral de problematizar representações dos povos originários nas canções de Almir Sater, Geraldo Espíndola e Paulo Simões, e com os objetivos específicos de apreender os efeitos de sentido dos discursos; analisar representações de terra, identidade, história e memória a partir das construções discursivas contidas nos corpora, e; de ampliar e intensificar as discussões acerca de representações dos povos originários nos discursos, este trabalho traz um gesto interpretativo das canções, Kikio (Geraldo Espíndola), Sonhos Guaranis (Almir Sater e Paulo Simões) e Serra de Maracaju (Almir Sater e Paulo Simões). Parto da hipótese de que os povos originários são representados por um imaginário colonial, alimentado por um arquivo ainda colonial. A questão que norteia o gesto analítico/interpretativo nesse texto é: como são representados os povos originários nas canções analisadas? Como suporte teórico, apoio-me na Análise do discurso de linha francesa, mas comungo, também, da história, da música, dos estudos culturalistas, geográficos e mitológicos, que me possibilitam desenvolver um trabalho heterogêneo e plural. Utilizo os procedimentos metodológicos da arqueogenealogia foucaultiana, para desestabilizar os enunciados e para desenvolver pesquisas de campo e entrevistas. Organizo este texto em três capítulos, no primeiro construo as condições de produção do trabalho e apresento as canções e os autores. No segundo capítulo, empreendo-me pelos conceitos teóricos que utilizo no texto, apresentando-os e dissertando-os. O capítulo três é dedicado às análises, reflexões a partir dos enunciados das canções e ao entrecruzamento, ao final do capítulo, dos enunciados das três canções. Por meio das análises, observo que as canções exortam a formação do povo sul-mato-grossense, a história dos povos originários em confronto com a sociedade envolvente e a memória que é constituída, ainda, por um imaginário repleto de traços do colonialismo e de um arquivo colonial.


Palavras-chave: Discurso; Canções; Povos originários; Mato Grosso do Sul.

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